O que o filme mostra
Choker fino + colar de comprimento médio + pingente longo, todos em metal dourado e proporções graduadas. Funciona porque foram pensados como conjunto, não como acaso.
A continuação do filme cult de 2006 chega aos cinemas em 1º de maio de 2026. Antes mesmo da estreia, o trailer bateu 222 milhões de visualizações em 24 horas — recorde do estúdio. A Herreira leu o que todo mundo está comentando da estreia e traduziu, daqui de Goiânia, em cinco apontamentos práticos sobre como você pode usar joia em 2026.
Resposta direta
O filme reaviva quatro tendências que já estavam fervendo no street style: layered necklaces, statement vermelho, vintage tailoring com fine jewelry leve e o retorno do excesso ornamental. A Herreira está exatamente nessa conversa há 18 anos.
1. Por que todo mundo voltou a falar de moda
A continuação do filme dirigido por David Frankel reúne Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, com chegadas de Justin Theroux e Kenneth Branagh ao elenco. A premissa é direta: a revista Runway está em crise, o novo herdeiro do conglomerado quer cortar a equipe e reduzir o orçamento. Andy volta. Emily virou diretora de uma marca de luxo. Miranda continua Miranda.
Para uma manufatura de joia que existe desde 2008, há algo de honesto nesse mote. A pergunta que o filme faz, sem cerimônia, é a mesma que toda casa de moda séria se faz hoje: como sobreviver quando o modelo de mídia muda, quando o consumidor muda, quando o que se entendia por luxo precisa se reinventar sem se trair?
2. O monólogo que não envelheceu
A cena mais citada do filme original, em 2006, é o monólogo do suéter cerulean. Miranda explica para uma Andy que ainda não entendeu o jogo: aquele tom específico de azul não nasceu na arara da loja de departamento. Veio de uma coleção de Oscar de la Renta em 2002, atravessou outras oito marcas de passarela, foi escorrendo pelas vitrines até parar no saldão de onde Andy garimpou a peça. A moda, diz Miranda, não é frivolidade. É uma cadeia.
"A passing trend? Florals? For spring? Groundbreaking."
Miranda Priestly · The Devil Wears Prada (2006)
Em 2026, a cadeia continua. Só ficou mais rápida. Uma tendência hoje vai do desfile ao TikTok em 48 horas, e do TikTok à fábrica em duas semanas. A diferença é onde você se posiciona dentro dela.
A Herreira escolheu, há 18 anos, ser o elo que estava em falta — não a passarela, não a bijuteria do shopping, mas a semijoia fina brasileira que assina o desenho próprio, fabrica em Goiânia, aplica banho de ouro 18k de 10 a 15 milésimos. Quando alguma coisa acontece em Milão, Patrícia Caramaschi não copia. Ela traduz. O processo criativo do atelier é exatamente esse: ler o que está acontecendo na conversa global, encontrar a brasilidade da peça e desenhar para a mulher que vai usar.
3. A primeira tendência que o filme amplifica
As resenhas internacionais do figurino destacam um detalhe específico: Andy aparece em quase todas as cenas com colares sobrepostos. Camadas de comprimentos diferentes, peças finas misturadas com pingentes mais ousados. É a continuação direta de um movimento que já dominava o street style desde 2024 — o jewelry layering que coloca três a cinco peças na mesma decolagem.
Choker fino + colar de comprimento médio + pingente longo, todos em metal dourado e proporções graduadas. Funciona porque foram pensados como conjunto, não como acaso.
A linha de gargantilhas e correntes finas é desenhada para combinar entre si. Você compra três peças e elas conversam — sem o conjunto fechado, sem precisar do efeito "look completo de loja". É liberdade montada.
A engenharia do layering é mais técnica do que parece. As correntes precisam ser leves para não pesarem no colo quando estão sobrepostas. O fecho precisa ser pequeno. O banho precisa aguentar atrito de uma corrente contra a outra sem marcar. Isso é diferença de fábrica, não de catálogo — e por isso é onde uma manufatura como a Herreira consegue entregar o que o varejo de massa não dá. Ver colares Herreira na loja →
4. A cor que Miranda assina
A cena que viralizou nas primeiras 48 horas após a pré-estreia em Nova York foi a entrada de Miranda em um evento usando um vestido vermelho Balenciaga, com Valentino Rockstuds combinando. As redes destacaram o que sempre se sabia: nos momentos em que Miranda quer ser vista, ela escolhe uma cor que não pede licença.
Para a maior parte das mulheres, vestido vermelho de gala é decisão de uma vez por ano. Mas o vermelho como acessório — uma pulseira ousada, um pingente em pedra fusion vermelha, um anel vinho — é decisão de qualquer terça-feira. É a tradução prática de uma tendência que está no filme, no street style e que, como toda boa cadeia da moda, vai chegar nas vitrines brasileiras em algumas semanas.
A Herreira trabalha com pedras fusion lapidadas em precisão de joalheria — incluindo as paletas mais saturadas de tom rubi, granada e bordô. Combinadas a um banho de ouro espesso, têm a profundidade cromática que o vermelho exige sem o peso de uma joia maciça. Sobre as pedras das nossas coleções →
5. O guarda-roupa de Andy em 2026
A figurinista Sarah Edwards montou o vestiário da Andy contemporânea em torno de blazers menswear Armani vintage, separates relaxados das casas Dries Van Noten e Gabriela Hearst, e fine jewelry contemporânea de pequenas casas como Jemma Wynne e Marlo Laz. A leitura por trás da escolha é interessante: Andy ficou rica, mas não comprou de novo. Ela preservou. Investiu no que atravessa.
"Joia precisa caber na vida real."
Patrícia Caramaschi · fundadora Herreira
A escolha da figurinista de misturar Armani vintage com fine jewelry contemporânea diz a mesma coisa que dizemos há 18 anos: peça boa não envelhece. O que a Herreira chama de durabilidade do banho 18k de 10 a 15 milésimos é a engenharia que permite uma peça atravessar a década seguinte do guarda-roupa de quem comprou. Quando o ouro começa a ceder ao tempo, existe o serviço de rebanho — re-aplicação da camada original. A peça volta. A história continua.
6. O leitura de marca por trás de tudo isso
Quando o primeiro Diabo Veste Prada estreou em 2006, "mulher poderosa de escritório" era um arquétipo novo no cinema mainstream. Vinte anos depois, é o cotidiano de quem trabalha. A continuação do filme reconhece isso: Andy não está mais aprendendo a sobreviver na Runway. Ela voltou madura, sabendo o que aceita e o que não aceita. Emily não é a assistente de ninguém. É a diretora que pode comprar a revista.
A joia da mulher poderosa de 2026 não é a joia dos anos 2000. Não é mais o brinco grande que "compete com o terno", não é o anel de cocktail só para o jantar. É a peça que ela coloca às 7h da manhã e que continua bonita às 22h depois de uma reunião difícil, um almoço de cliente, um táxi cheio de chuva e um café com a filha. Joia que cabe na vida real é o lugar de onde a Herreira nunca saiu.
Por isso o filme nos interessa — não como entretenimento, mas como confirmação de que estamos no lugar certo do mapa. Continue lendo na biblioteca de Dicas →
Esta página é uma leitura editorial independente assinada pela Herreira. Não é peça de marketing oficial do filme, do estúdio, do elenco ou de qualquer das marcas de moda mencionadas (Armani, Balenciaga, Valentino, Dries Van Noten, Gabriela Hearst, Jemma Wynne, Marlo Laz). Todas as marcas citadas são propriedade dos respectivos detentores e foram referenciadas para fins de comentário cultural sobre a indústria da moda. Único trecho citado entre aspas — "A passing trend? Florals? For spring? Groundbreaking." — provém do filme original (2006), reproduzido sob fair use para fim editorial. Imagens e cenas do filme não foram reproduzidas neste documento.